Carlos Oswald - o resgate de um mestre
June 26, 2010
Sonho realizado. Finalmente assinei a curadoria de uma exposição de Carlos Oswald, um dos maiores nomes da gravura nacional. Foi no Rio de Janeiro, no Espaço Caixa Cultural. Fiz uma retrospectiva com 70 itens selecionados entre as mais importantes obras de Oswald. Foram 58 obras pertencentes ao acervo do Museu Nacional de Belas Artes, nove gravuras de coleções particulares e três livros ilustrados por ele em original. A mostra que teve produção da Cult Arte e Comunicação, ficou aberta à visitação até o dia 18 de abril.
O orgulho de ter feito esse trabalho é imenso. Carlos Oswald é, sem dúvida, um dos maiores expoentes da gravura artística brasileira. Na exposição, colhi trabalhos raríssimos, passando por todas as trajetórias do artista. Os temas mais recorrentes trouxeram representações religiosas, de paisagens, de figuras humanas e da vida animal. Quem teve a oportunidade de visitar a exposição, certamente percebeu o traço firme do artista e notou o jogo de claro/escuro correto que ele imprimia em suas obras, marca que o acompanhou durante sua carreira.
Carlos Oswald é um expoente. Foi esse artista ítalo-brasileiro que a partir de 1913 empenhou-se na divulgação, no Brasil, da gravura como expressão artística e não somente como meio de reprodução. Essa característica vai imprimir a ele e à sua forma de atuar um caráter moderno, seguido de perto por outros grandes gravadores como Oswaldo Goeldi (1895–1961), Raimundo Cela (1890-1954), Lívio Abramo (1903–1992) e Lasar Segall (1891-1957).
Nascido em Florença, na Itália, em 1882, Carlos Oswald foi registrado no Consulado Brasileiro e residiu no Brasil até o ano de 1971, quando faleceu no Rio de Janeiro. Tocado pelas propostas dos movimentos europeus que já viam há muitos anos a gravura como expressão artística, Carlos Oswald inaugurou a primeira oficina de gravura brasileira, no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Desde então, dedicou-se por quase 40 anos ao ensino e à difusão da gravura artística, sendo inclusive responsável pela primeira exposição de gravura realizada no Brasil, em 1919.
Entre seus alunos, que hoje fazem parte da moderna e premiada gravura artística brasileira, estão Poty Lazarotto (1924-1998), Hans Steiner (1910-1974), Darel Valença Lins (1924), Henrique Carlos Bicalho Oswald (1918-1965) e Orlando da Silva (1923).
Carlos Oswald esteve à frente do seu tempo. Ele criou obras de cunho impressionista de extrema beleza, além de ter contribuído para a evolução da arte brasileira. Pouca gente sabe, mas seu nome também está ligado à concepção do monumento máximo brasileiro, o Cristo Redentor. Foi de seu ateliê que saíram os croquis enviados a Paris e que possibilitaram a execução da obra pelo escultor francês de origem polonesa Paul Landowski.
Em tempo: para quem não viu a exposição no Rio, terá a oportunidade de vê-la em São Paulo, ainda este ano. Aguardem novidades.
O orgulho de ter feito esse trabalho é imenso. Carlos Oswald é, sem dúvida, um dos maiores expoentes da gravura artística brasileira. Na exposição, colhi trabalhos raríssimos, passando por todas as trajetórias do artista. Os temas mais recorrentes trouxeram representações religiosas, de paisagens, de figuras humanas e da vida animal. Quem teve a oportunidade de visitar a exposição, certamente percebeu o traço firme do artista e notou o jogo de claro/escuro correto que ele imprimia em suas obras, marca que o acompanhou durante sua carreira.
Carlos Oswald é um expoente. Foi esse artista ítalo-brasileiro que a partir de 1913 empenhou-se na divulgação, no Brasil, da gravura como expressão artística e não somente como meio de reprodução. Essa característica vai imprimir a ele e à sua forma de atuar um caráter moderno, seguido de perto por outros grandes gravadores como Oswaldo Goeldi (1895–1961), Raimundo Cela (1890-1954), Lívio Abramo (1903–1992) e Lasar Segall (1891-1957).
Nascido em Florença, na Itália, em 1882, Carlos Oswald foi registrado no Consulado Brasileiro e residiu no Brasil até o ano de 1971, quando faleceu no Rio de Janeiro. Tocado pelas propostas dos movimentos europeus que já viam há muitos anos a gravura como expressão artística, Carlos Oswald inaugurou a primeira oficina de gravura brasileira, no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Desde então, dedicou-se por quase 40 anos ao ensino e à difusão da gravura artística, sendo inclusive responsável pela primeira exposição de gravura realizada no Brasil, em 1919.
Entre seus alunos, que hoje fazem parte da moderna e premiada gravura artística brasileira, estão Poty Lazarotto (1924-1998), Hans Steiner (1910-1974), Darel Valença Lins (1924), Henrique Carlos Bicalho Oswald (1918-1965) e Orlando da Silva (1923).
Carlos Oswald esteve à frente do seu tempo. Ele criou obras de cunho impressionista de extrema beleza, além de ter contribuído para a evolução da arte brasileira. Pouca gente sabe, mas seu nome também está ligado à concepção do monumento máximo brasileiro, o Cristo Redentor. Foi de seu ateliê que saíram os croquis enviados a Paris e que possibilitaram a execução da obra pelo escultor francês de origem polonesa Paul Landowski.
Em tempo: para quem não viu a exposição no Rio, terá a oportunidade de vê-la em São Paulo, ainda este ano. Aguardem novidades.
Posted by Paulo Vergolino
Hoje um amigo me perguntou onde comprar gravuras de forma segura, visto que nada melhor do que adquirir uma futura coleção em locais realmente comprometidos com a venda de peças originais e, se possível, assinadas. Sim, respondi a ele, conheço alguns que não vão deixar o cliente na mão.
Desde que tomei conhecimento e interesse pela gravura, muitas coleções de livros me surpreenderam. Mas uma em especial, chamada Gravura Brasileira Hoje - Depoimentos (volumes I,II,III), foi criada na década de 90 pela Oficina de Gravura SESC – Tijuca, no Rio de Janeiro. As impressões que tive sobre ela foram as melhores possíveis.
Gostaria de compartilhar com vocês uma das minhas maiores descobertas na área da pesquisa em gravura: a do livro do Prof. José Roberto Teixeira Leite, datado de 1965. A obra se chama A Gravura Brasileira Contemporânea e é, literalmente, uma das primeiras a tratar com amplitude do tema gravura, traçando um panorama geral da técnica dessa arte. O livro também traz à luz um imenso grupo de gravadores de Norte a Sul do país, com imagens de muitas das respectivas obras. Considero esse li...
Essa gravura é de Hans Steiner (1910-1974), feita em conjunto com o na época seu aluno, Iberê Camargo. A gravura possui uma informação rara: a assinatura de ambos. E ela está na coleção Museu Iberê Camargo, de Porto Alegre, RS. 




Pensamento da semana: "A cultura é aquilo que
permanece no homem quando ele já esqueceu todo o resto". (Émile Henriot)